CASAS PRÉ-FABRICADAS & MODULARES: O sonho de ter uma casa autossuficiente que é um privilégio estético

Às quintas‑feiras levamos‑lhe até casas de sonho que desafiam o modo como imaginamos o futuro da habitação. Hoje rumamos ao outro lado do mundo, onde viver em plena natureza não é apenas um privilégio estético, mas também um compromisso com a autossuficiência e o impacto mínimo no território.

No vale de Howqua, em plena região dos Alpes de Victoria, na Austrália, a Howqua River Lodge assume esse desafio como manifesto: uma casa de montanha desenhada para funcionar fora da rede elétrica, em sintonia com o lugar e com as suas estações. 

Projectada pelo atelier Rob Mills Architecture & Interiors, esta habitação familiar autossuficiente combina sistemas de energia renovável, estratégias bioclimáticas e captação de recursos locais com o conforto e o rigor de um refúgio contemporâneo. O resultado é uma casa que se afasta das infraestruturas tradicionais, mas recusa qualquer cedência no que toca a bem‑estar, design e relação íntima com a paisagem que a rodeia.



A Howqua River Lodge ergue‑se num terreno rodeado por florestas de eucaliptos e montanhas escarpadas, em plena região alpina de Victoria, na Austrália. 

A história pessoal do arquitecto Rob Mills está directamente ligada a este projecto: o pai trabalhou na Comissão Florestal do vale de Howqua e comprou o terreno há várias décadas, lançando assim as bases para o refúgio de montanha que hoje ali existe.



"A Howqua River Lodge tem sido um projecto apaixonante ao longo de muitos anos: um refúgio autossuficiente imerso na natureza selvagem dos Alpes de Victoria. Este lugar, profundamente ligado à minha família há várias gerações, tem um enorme significado pessoal”, explica o arquitecto.

O objectivo foi criar um lugar onde a família se pudesse reunir, desligar do ritmo urbano e desfrutar em pleno do cenário natural envolvente. O desenho organiza‑se em três pavilhões paralelos que descem suavemente pela encosta do terreno, numa implantação que permite a cada volume adaptar‑se à topografia e, ao mesmo tempo, abrir vistas amplas sobre a paisagem.



Os dois pavilhões voltados a sul acolhem os quartos e uma sala de jogos, enquanto o volume a norte está reservado às zonas sociais da casa: sala de estar, sala de jantar e cozinha, num espaço em open space que se abre diretamente sobre o vale.

Aqui, a arquitectura procura dialogar com a tradição construtiva alpina. O edifício inspira‑se "nas formas e nos materiais tradicionais da arquitetura alpina da região, o que resulta num desenho intemporal, profundamente ligado ao ambiente natural e à paisagem envolvente".



Um dos traços mais marcantes deste projeto é a escolha dos materiais. No interior, quase todas as superfícies são revestidas com tábuas de eucalipto escuro, uma madeira local que remete directamente para os bosques que envolvem a casa.

Além disso, os tectos em madeira prolongam‑se ao longo dos vários espaços interiores, criando uma sensação de continuidade visual entre as diferentes divisões e reforçando aquela ideia de refúgio quente e acolhedor em plena montanha.



Um dos aspectos mais interessantes deste projecto é a forma como os volumes se relacionam entre si e com a paisagem. Os pavilhões ligam‑se através de corredores envidraçados que lhe permitem estar sempre em contacto visual com o exterior enquanto circulas entre as diferentes zonas da casa. No lado de fora, um grande terraço envolve toda a habitação e ganha dimensão a norte, onde se abre um confortável espaço de refeições ao ar livre.

A casa integra também várias áreas pensadas para o descanso e o bem‑estar. A este, encontra‑se um terraço circular com uma pequena piscina de imersão e uma zona de fogo no exterior, ideal para finais de dia demorados. Perto dos quartos, foram ainda criadas uma sauna e uma piscina fria, discretamente escondidas entre as árvores, reforçando o lado de refúgio isolado em plena natureza.



O grande trunfo deste projecto está na forma como consegue funcionar totalmente fora da rede eléctrica. Um amplo conjunto de painéis solares, instalado na cobertura, gera a energia necessária para o dia a dia da casa. Já a água da chuva é recolhida e armazenada para uso doméstico, enquanto as águas residuais são tratadas através de um sistema de compostagem em circuito fechado.

Além disso, a habitação integra medidas específicas para lidar com o risco de incêndios florestais, incluindo um depósito de água dedicado e um refúgio protegido.

"Embora tenha sido desenhada para uma vida fora da rede, a casa não abdica em nada do conforto. Os sistemas de última geração funcionam na perfeição, o que permite que a habitação seja altamente eficiente. Aqui, a sustentabilidade está totalmente integrada, reforça a experiência em vez de a definir", acrescenta o atelier.

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