CASAS PRÉ-FABRICADAS & MODULARES: Revonia constroi casas modulares para resistir aos efeitos do tempo...
Forte e resiliente, com capacidade para aguentar o “teste do tempo”. Foi nesta tecla que Erich Kivi, head of business development da Revonia, pressionou repetitivamente ao apresentar-nos as casas pré-fabricadas desta empresa de construção modular com sede na Estónia.
Nem o distanciamento físico no momento da entrevista impediram-no de transparecer segurança enquanto falava das vantagens do uso de betão na fabricação destas casas modulares, por contraste a outros materiais, sobretudo em termos de resistência.
Mas, é ao olhar para o histórico da empresa e contexto em que se inserem que se entende que esta importância de passar o conhecimento e a propriedade de geração em geração não se traduz só numa prática, mas num hábito. E, neste caso, acabou transformado numa nova forma de construir habitação.
Da construção de adegas subterrâneas para o fabrico de tiny-houses
Experiência é algo que não cai do céu, levam-se anos a solidificar o conhecimento e, até se chegar às várias ramificações que hoje se conhecem, há primeiro que semear a árvore.
Assim, para se compreender o percurso até às tiny-houses que hoje comercializam, é preciso entender como é que a Revonia começou a trabalhar.
Como manter a tradição e implantar a modernidade durante centenas de anos?
Estão sediados na Estónia e, por isso, a apanha, armazenagem e preservação de frutas e carnes é algo que faz parte da sua cultura, conta Erich Kivi. “Mas o problema era que ninguém fazia novas adegas”, afirmou.
Este foi o pensamento que estimulou a construção de adegas modernizadas. Por um lado, mantiveram o que era positivo, como o uso de betão na construção, já que denotaram que as que continuavam de pé eram desse material. As de tijolo, em contrapartida, tornavam-se frágeis: “a água entra e começam a ceder”.
Por outro lado, converteram-nas também num espaço de convívio entre família e preservação de histórias.
O head of business development da Revonia contou que dentro dos módulos para gerar adegas, adicionaram uma televisão, janelas, chaminé e outros detalhes. Resultado? “A adega deixou de ser um sítio onde entras rapidamente e sais, e passou a ser um sítio para ir e desfrutar dos vinhos. Tornou-se um lugar para convidar amigos e mostrar ’esta é a minha colecção; olha para estas maçãs’ e assim por diante”, afirmou, salientando que o objectivo é cultivar a história familiar de geração em geração.
Mas a imaginação ganhou terreno fértil para perspectivar novas possibilidades com esses mesmos módulos. “Se o módulo da adega tem 10 metros quadrados e juntas-lhe outro, isso torna-se 20 metros quadrados: uma parte de área habitável e outra para armazenamento”, disse.
“A certa altura alguém decidiu retirar a parte de armazenamento e adicionar outra divisão” e a partir daí começaram a ligar módulos, dando à luz um quarto, uma sala de estar e uma cozinha. Estava, assim, em marcha, a construção não só de adegas, mas também de casas modulares subterrâneas. “Uma coisa levou à outra”, apontou.
Kivi, fez saber ainda que estas construções usam aquecimento geotérmico, contanto com um metro de terra por cima do módulo, pelo que não precisam de aquecimento no Inverno e arrefecimento no Verão.
Assim, com 11 anos de prática, as ramificações da Revonia incluem a construção de adegas, saunas, casas modulares e casas pré-fabricadas, em formato de tiny-houses.
Tiny-houses: A importância do betão como melhor amigo do tempo e da segurança
Da mesma forma que implementam os módulos debaixo da terra, este tipo de construção modular pode ser desenvolvida igualmente acima do solo. É assim que as tiny-houses ganham forma, com os mesmos benefícios, refere o responsável.
“Continua hermética, feita de betão e agora é isolada não com terra, mas com placas de isolamento por todo o módulo, e tem telhado”, começou por dizer. “Por isso também é cerca de 25% mais eficiente energeticamente do que uma casa normal. Não tem perda de ar ou de calor”, acrescentou.
Com a confiança escrita na expressão facial, Erich Kivi continuou a vincar que as tiny-houses são feitas para durar e caminhar entre gerações, seguindo o mesmo conceito das adegas e recorrendo ao uso do mesmo material. “É betão. É sólido. As paredes não vão fissurar porque é betão monolítico, não tem ligações. A água não entra por lado nenhum. Está protegido”.
O facto das casas modulares levarem ainda a vantagem de estarem envoltas em terra, torna-as de tal forma fortes que “se houver uma tempestade e uma árvore cair na casa, a árvore parte-se”.
Mas esta protecção não se cinge só às intempéries. Kivi salientou que com a guerra na Ucrânia, as pessoas na Estónia têm procurado o que as proteja também, algo que a Revonia visa solucionar: “Fizemos testes militares com vários tipos de munições” por forma a resistirem.
Constrói-se para durar e encontrar calmaria
Quando os olhos dão de caras com as tiny-houses da Revonia salta à vista as formas hexagonais do exterior, que embora seja puramente estético, é mais uma maneira de exaltar a resistência do produto, diz-nos Kivi.
“Assim como o betão é o material mais forte comparado com outros, também o hexágono o é dentro das formas da natureza. As abelhas usam-no, por exemplo”.
Erich adiantou ainda que o tecto abobado, é outra característica diferenciadora: “a maioria tem forma quadrada, são uma caixa, as nossas dão uma sensação de espaço aberto”.
Mas, segundo o head of business development, as vantagens das tiny-houses, à semelhança das restantes construções da empresa, vão além da vertente ecológica e eficiência energética, estendendo-se também para o isolamento acústico.
Estes benefícios apontados ultrapassaram fronteiras e chegaram a convencer investidores na Finlândia, que propuseram à Revonia o fabrico, não de tiny-houses, mas de 80 casas modulares subterrâneas num resort, revelou Kivi.
“Os turistas que vão para resorts, não vão há procura de um caminho barato. Pagam o premium e procuram algo diferente e especial. Mas se vai para uma casa feita de madeira, o chão range, consegue ouvir os sons exteriores e isso não são verdadeiras férias. Então, quando entram numa casa feita de betão, confirmam que é silencioso e para o dono do resort, representa 20% menos de custos em energia”.
Valores e tempos de construção das tiny-houses
Para já têm 3 modelos de tiny-houses à disposição, sendo que a personalização total também é possível, de acordo com Erich Kivi.
Dois dos modelos – Mini e Open – contam com 10 metros quadrados (m2) por cerca de 39.900 euros cada, sem IVA. Já a versão maior – Plus – com 20 m2 tem um valor de 69.900 euros, sem IVA.
O empreendedor referiu que as casas têm sido, sobretudo, adquiridas por clientes que as usam como segunda-habitação.
Questionado sobre o número de pessoas para o qual foram pensadas, respondeu “uma a duas” para os formatos mais pequenos. Já o modelo Plus pode abrigar até quatro pessoas.
“As tiny-houses são versões miniatura. Não se pode esperar algo luxuoso, porque o mindset é ‘tudo o que precisa numa embalagem pequena’”
Em relação ao tempo de fabrico, Kivi estimou cerca de seis a oito semanas. Já quanto à instalação no terreno, a casa está pronta a habitar ao fim de três horas.
Os quilómetros de distância são um problema para quem quer comprar em Portugal?
A Revonia abriu as portas ao comércio internacional, como comprovam o resort na Finlândia, os modelos já enviados para países como a França e o Reino Unido, mas também toda a logística pensada de transporte.
“Transportamos as casas por cima de um camião-grua para países próximos. Para distâncias longas, transportamos por mar, porque é mais barato, e depois temos o camião no local que apanha e instala a casa”, detalhou.
O transporte é um valor acrescido ao preço da casa e irá variar consoante a distância do país. Enviar para Portugal, em concreto, ronda os 5.000 a 6.000 euros, por mar.
E quanto à legislação?
Importar uma casa modular ou pré-fabricada não é como importar têxteis de uma marca estrangeira. Existem aspectos legais e regulamentações específicas para cada país que importa atender.
Da experiência que têm, Kivi afirma que quanto a aspectos técnicos relacionados com a electricidade ou sistemas de água, isso não é um problema e é fácil de resolucionar mas, quanto a licenças, “cada país tem os seus requisitos e é algo que as pessoas que querem comprar precisam de saber, pelo menos um pouco, o que podem construir no seu terreno”, ressalva.
“Em Portugal, sei que na Madeira, por exemplo, é muito difícil. Não são só as leis de construção, mas as de protecção da natureza e da árvore de cortiça que tem de considerar”
Na Revonia contam, assim, com o conhecimento informado do cliente e, nas mãos da empresa de construção modular ficam as possíveis adaptações para entrarem nos conformes legais. “Podemos adaptar as casas se houver um requisito de tamanho”.
Mas porquê construir com a Revonia?
Num país como a Estónia, o ceticismo quanto ao modular não se impõe, prova desta aceitação foi a construção de um resort inteiro com módulos. Já em Portugal, ainda que o interesse esteja gradualmente a crescer, a realidade continua a ser diferente, mas Kivi pede um voto de confiança.
“Venham visitar-nos. Estamos há 11 anos a fazer isto e já temos 2000 módulos instalados. Podemos ir buscar as pessoas ao aeroporto, mostrar a fábrica, como fazemos tudo. Temos as cápsulas, os módulos, portas e janelas”, disse. “Há pouco perguntava sobre personalização, no local os clientes podem ver e combinarem a sua casa com a nossa designer”, acrescentou.
Mas o head of business development não é alheio ao facto da Estónia ser um país distante em relação a Portugal, o que faz crescer ainda mais os pontos de interrogação. “Eu teria o mesmo ceticismo ao encomendar fora da Estónia”, afirma. Mas para aqueles cuja distância assusta, Erich Kivi relativiza, simplificando: “É uma única viagem de barco para trazer os módulos”.
E não se despediu sem resumir as vantagens da empresa e deste método construtivo: “Ninguém faz casas de betão basicamente, se isto é o que gosta e quer deixar aos seus netos, quer viver uma vida silenciosa e energeticamente eficiente, então acho que pode encontrá-lo”, rematou.
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